terça-feira, 6 de março de 2012

Marco Polo pode não ter ido à China.

Os relatos do mercador de Veneza Marco Polo eram tão extravagantes que ele ganhou fama de mentiroso em sua cidade natal. Embora o Livro das Maravilhas, do século 13, tenha encantado muitas gerações e inspirados até Cristóvão Colombo, sempre se especulou sobre sua veracidade. A historiadora britânica Frances Wood (autora da obra Marco Polo foi à China?), diz que seria mais fácil que Polo tenha se apropriado de histórias de outros aventureiros ou tomado como suas as experiências que ouviu de seu pai, Nocolò, e de seu tio, Maffeo (que conheceram Constantinopla e a Rússia entre 1250 e 1270).

Afinal, Wood vê sinais claros de plágio, como por exemplo de um guia de viagens persa, essa teria sido a base de Marco Polo. Afinal, para um homem que diz ter vivido na China por 17 anos, é estranho que tenha usado termos árabes e persas para designar até nomes de cidades. O paralelo entre Polo e Ibn Battuta (viajante árabe) foi revelado pelo historiador alemão Herber Francke,"Nada impede, porém, que ambos tenha retirados as mesma informações da mesma fonte".

Mas o que os historiadores não perdoam é o fato de Marco Pol não ter mencionado a Muralhada China e de ter simulado heroica participação no cerco à cidade de Xiangyang. O erro das datas é notório. O cerco foi em 1273, dois anos antes da "suposta" chegada de Polo à China. Polo também gabava-se de ter governado a cidade de Yangzhou por 3 anos, mas não há registros de sua passagem pela cidade. A questão é que ninguém é capaz de dizer se ele chegou ou não até a China - ou até onde chegou no caminho.

Fonte: Aventuras na história, Edição 103 - Fevereiro 2012

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