domingo, 11 de março de 2012

Falando de Sutiãs

Hoje conhecemos o sutiã, das maneiras mais variadas possíveis, pois eles podem ser de enchimento, com ou sem alças, com estampa, brilhos, paetês e até mesmo feitos de joias preciosas – para as mais abastadas, óbvio – no entanto, não foi sempre assim. Por acaso você já parou para pensar: qual a origem do sutiã? Pois bem, há muito tempo atrás, mais ou menos 2000 anos a.C surgiram os primeiros sutiãs, em uma ilha chamada Creta. As mulheres usavam um tipo rústico de sutiã, que sustentava a base dos seios, erguendo-os e os deixando nus.
Esse modelo ficou muito popular na idade clássica, no entanto, com as invasões germânicas e celtas, todo e qualquer tipo de roupa íntima foi abolido. Isso muda no Séc. XV, quando a rainha francesa Isabel da Baviera, inventa o kirtle, um tipo de corpete usado por cima do vestido para ressaltar os seios. Com o tempo o kirtle se mudou para dentro das dos vestidos, se tornando o popular espartilho. E, durante muito tempo, as mulheres sofreram, adoeceram e até morreram em nome da vaidade e da obsessão que a moda da época exercia sobre elas, até que em 1920 os espartilhos foram esquecidos e trocados pelos sutiãs e conjuntos de lingerie.
Mas, engana-se quem pensa que o sutiã foi inventado em 1920, pois, muito antes disso, moças já haviam se rebelado contra seus espartilhos. As senhoritas Herminie Cadolle e Mary Phelps Jacob foram as primeiras a revolucionar sua época, dando origem ao sutiã. Em 1889 Herminie criava sua peça e em 1913 era a vez de Mary inventar seu modelo, mais esperta Mary Phelps passa a vender sua criação e se torna a inventora do sutiã moderno.
Com isso, podemos perceber que o sutiã é e sempre foi o maior aliado da mulher, e por isso, podemos dizer que até hoje ele é nosso grande “amigo do peito”. Então, realmente é correto o ditado que diz: Justo é o sutiã, que oprime os grandes, levanta os caídos, protege e disfarça os pequenos.

Texto por: Caroline Machado Martins

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