Pesquisadores Britânicos das Universidades de York e Huddersfield conseguiram escutar o mundo quase que exatamente como se escutava na antiguidade, antes mesmo de toda tecnologia de gravação. A ideia de recriar o passado através de seus sons, e realizar uma viagem auditiva, por exemplo, um ritual de 4.000 anos, depois sentir uma tempestade em Stonehenge, ou escutar um concerto em lugares que não existem mais, como a Catedral Coventry (destruída na Segunda Guerra Mundial), obcecou estes cientistas que se dedicaram a encontrar formas técnicas para realizá-lo. O primeiro passo foi a confecção de uma câmara anecoica, ou seja, uma câmara cujas paredes estão recobertas com um tipo de espuma que pela maneira como é colocada, absorve toda a energia sonora, para que não gere eco. Depois é realizado um modelo acústico virtual do local para o qual se quer "viajar". Ao introduzir a gravação da câmara anecoica no modelo acústico, se reproduz fielmente o modo como nossos antepassados escutavam o que acontecia lá.
Esses experimentos já começaram a ser usados em museus, para recriar sonoramente as atmosferas antigas, e com vários fins estéticos. O horizonte do imaginário se expande através dos sentidos, e talvez nós possamos começar a reconstruir outra história, além da cadeia de causas e efeitos dos grandes marcos: a história secreta dos sons, a privacidade de cada época.
Esses experimentos já começaram a ser usados em museus, para recriar sonoramente as atmosferas antigas, e com vários fins estéticos. O horizonte do imaginário se expande através dos sentidos, e talvez nós possamos começar a reconstruir outra história, além da cadeia de causas e efeitos dos grandes marcos: a história secreta dos sons, a privacidade de cada época.
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