Exames de DNA realizados em pelos das costeletas de Napoleão Bonaparte poderão mudar a suposta origem do imperador, noticiou o jornal francês "Le Figaro". De acordo com o estudo do professor Gérard Lucotte, publicado na revista especializada "Journal of Molecular Biology Research", a ascendência de Napoleão seria caucasiana e não árabe, como se pensava até hoje. O pelo da costeleta que foi coletado para o exame estava em um relicário que pertenceu ao fundador do Museu do Louvre, Dominique Vivant Denon.
Napoleão nasceu na Córsega e se suspeitava que tivesse origem árabe por meio de um elo familiar com o mercenário conhecido como "Il Moro di Sarzana", do século XV. De acordo com o jornal francês, as indicações históricas levavam especialistas a crer que os ancestrais árabes de Napoleão teriam desembarcado na Europa ao longo da expansão do Islã ou pelo comércio de mercadorias com a Itália.
Contudo, essa teoria poderá mudar, já que o material genético do pelo das costeletas de Napoleão foi comparado com o DNA de Charles Napoleão, descendente de Jerônimo Bonaparte, irmão de Napoleão. A comparação mostrou que o material é igual e, de acordo com Lucotte, isso evidencia que “Napoleão não era árabe, mas caucasiano".
Agora, para o estudo ser considerado válido, um segundo laboratório terá que fazer a mesma pesquisa e obter o mesmo resultado. Caso a pesquisa mostre progressos, será possível desvendar outros mistérios em torno de Napoleão, como a causa da sua morte, que nunca foi esclarecida. Também é possível que haja uma nova tentativa de abrir o túmulo onde está o imperador para conferir se realmente os restos mortais que estão no Palácio dos Inválidos, em Paris, são de Napoleão.
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